As notícias mais relevantes desta sábado para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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18/11/2020 | Ano 20
As notícias mais relevantes desta sábado para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
EXTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA
Documentos mostram que Ibama facilitou exportação de madeira extraída ilegalmente
Documentos mostram que uma ação do governo federal facilitou a exportação de madeira extraída ilegalmente. Na manhã desta terça-feira, durante uma reunião do Brics (grupo de países que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que divulgará uma lista de países que compram madeira ilegalmente extraída das florestas brasileiras, mas criticam o país em razão do desmatamento. Greenpeace Brasil, Instituto Socioambiental e Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente entraram na Justiça em junho contra uma decisão tomada pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, que flexibilizou normas para a exportação de madeira brasileira. A decisão foi tomada depois de um pedido das madeireiras. A ação das entidades ambientalistas foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo". O Jornal Nacional também teve acesso
G1, 17/11, Natureza.
Bolsonaro ameaça expor quem compra madeira ilegal do Brasil enquanto afrouxa fiscalização para coibir prática
Criticado mundo afora pelas políticas ambientais adotadas em seu Governo, Jair Bolsonaro decidiu contra-atacar seguindo o modus operandi que o caracteriza de fazer diplomacia de confronto. O presidente afirmou, nesta terça-feira, que irá divulgar nos próximos dias os nomes de países que importam madeira extraída de forma ilegal do Brasil. Discurso do presidente durante cúpula dos BRICS aponta hipocrisia de países que criticam a política ambiental do país, embora seu Governo tenha facilitado a madeireiros que exportassem sem vistoria
Amazônia.org, 18/11.; El País, 17/11.
Brasil vai revelar países que importam madeira ilegal da Amazônia, diz Bolsonaro em cúpula dos Brics
O presidente Jair Bolsonaro usou seu discurso na abertura da Cúpula do Brics - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - para afirmar que nos próximos dias irá revelar quais países estariam importando madeira ilegal da Amazônia e contribuindo para o desmatamento da floresta. No início de seu discurso na Cúpula - que neste ano acontece online por causa da pandemia de coronavírus -, falando de improviso, Bolsonaro voltou a acusar países críticos do seu governo de estarem importando madeira retirada ilegalmente da Amazônia. Segundo Bolsonaro, a Polícia Federal desenvolveu uma tecnologia que permitirá identificar a localização de madeira apreendida e também exportada
Reuters, 17/11.
Polícia Federal apreende mais de 2 mil metros cúbicos de toras de madeiras nativas do bioma amazônico
A Polícia Federal apreendeu no domingo (15) uma balsa contendo 2.700 metros cúbicos de madeira em toras nativas do bioma amazônico, que ficou encalhada no Rio Mamuru, na região de Parintins, interior do Amazonas. O valor declarado da carga foi de aproximadamente R$ 550 mil. De acordo com a polícia, a carga havia sido declarada como sendo originária do município de Juruti, no Pará, e estava sendo escoada por rios amazônicos
G1/AM, 16/11.
POVOS INDÍGENAS
Líder Yanomami divulga vídeo para alertar sobre destruição da floresta e avanço da Covid-19 em terra indígena
O líder Yanomami, Davi Kopenawa divulgou nesta terça-feira (17) um vídeo em que alerta para os riscos da destruição da floresta e o avanço da pandemia de coronavírus à Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil. No filme, chamado de "A Mensagem do Xamã, a reflexão é narrada na língua Yanomami por Dario Kopenawa, filho de Davi, e são expostas imagens que contrastaram entre tecnologia, riquezas e impactos na floresta amazônica. O DSE-Yanomami registrou 1.034 infectados e nove mortes por Covid-19 até esta terça-feira (17)
G1/RR, 17/11.
COVID -19
Covid-19 também entrou no Amazonas pela fronteira com a Colômbia, na região do Alto Solimões
Uma pesquisa realizada pela Fiocruz Amazônia em parceria com Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) identificou que 4 das 30 linhagens do novo coronavírus em circulação no Brasil só são encontradas no estado do Amazonas. E uma delas só foi localizada, até agora, no município de Tabatinga, na região do Alto Solimões, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Esse contágio elimina a hipótese de que o vírus teria chegado no Amazonas apenas pela capital Manaus e então se espalhado pelo interior. “O Amazonas teve introduções do novo coronavírus independentes do restante do Brasil, ou seja, através de pessoas que não contraíram a doença na região Sudeste”, destaca o coordenador da pesquisa, Felipe Naveca, vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia. “As regiões de fronteira são extremamente sensíveis em situações como essa, porque não temos a mesma intensidade de vigilância em saúde ocorrendo.”
Amazônia Real, 17/11.
Manaus supera índice de 3 mil mortos pela Covid-19
A cidade de Manaus já registra 3007 mortes pela Covid-19, como informou a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). No Amazonas, o número de mortos é de 4.723. Um total de 24 óbitos foram registrados na terça-feira (17). Seis mortes ocorreram na segunda-feira, dia 16, e 18 falecimentos são de dias anteriores, porém agora foram confirmados. O número de novos casos confirmados chegou a 906, o que totaliza 170.458 no estado. Na capital, são 67.259 casos confirmados e 103.199 no interior do estado
G1/AM, 18/11.
HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA
Pesquisas do Inpa e Ufam contribuem para avaliar impactos de barragens na Amazônia
Pesquisadores e alunos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa / MCTI) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) trabalharam na produção de artigos que permitiram que o Centro de Assistência Técnica à Pesquisa (RTAC), ligado à USAID (Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos), produzissem uma Nota Técnica sobre "Impactos de Barragens na Amazônia", dirigido aos formuladores de políticas públicas. De acordo com os artigos o planejamento e os estudos de impacto ambiental de hidrelétricas têm falhado em reconhecer os impactos cumulativos das obras ao longo das bacias hidrográficas
INPA, 16/11.
MINERAÇÃO
Caso Brumadinho terá nova audiência em dezembro após proposta da Vale ser rejeitada
O governo de Minas Gerais e instituições do sistema de Justiça não aceitaram nesta terça-feira proposta financeira da mineradora Vale para um acordo global relacionado a reparações pelo desastre de Brumadinho (MG), e uma nova audiência foi marcada para o dia 9 de dezembro. Segundo comunicado divulgado pelo governo de Minas após audiência com a mineradora, a proposta feita pela Vale “não está em conformidade com as premissas que haviam sido acordadas”
Reuters, 17/11.
AMAZÔNIA
Amazônia teve mais de 53 mil focos de incêndio em áreas públicas sem destinação em um ano, aponta Inpe
Dados de uma nova ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que mais de um terço dos quase 150 mil focos de queimadas ocorridos na Amazônia em 14 meses aconteceram em terras públicas sem destinação, que são terras da União que não estão no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que deveriam ser preservadas pelo governo. A nova ferramenta do Inpe permite analisar as áreas queimadas na Amazônia entre agosto de 2019 e setembro de 2020 para observar em que tipo de terra ocorreram os incêndios. Assim, é possível ver que as terras públicas sem destinação foram atingidas por 53.359 mil focos de incêndio no período, o equivalente a mais de 35% de todas as queimadas no bioma. Na média, o total equivale a 127 queimadas ilegais todos os dias apenas nestas áreas pertencentes à União
G1, 17/11, Natureza.
QUEIMADAS
“O grande impacto de uma queimada na floresta acontece quatro anos depois”
Pesquisadora Erika Berenguer fala das descobertas recentes sobre real impacto do fogo nas emissões de CO2, que perduram por mais de três décadas após a queima. Ciência ainda não sabe afirmar se a floresta consegue se recuperar por completo de uma queimada, mas sua restauração só pode ser calculada em séculos. “O grande impacto de uma queimada na floresta acontece quatro anos depois”. Entrevista com Erika Berenguer, especialista em florestas tropicais que integra a Rede Amazônia Sustentável (RAS), composta por pesquisadores de mais de 30 instituições do Brasil e do exterior
InfoAmazônia, 17/11.
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Maiores geleiras da Groenlândia podem derreter mais rápido que o esperado
As três maiores geleiras da Groenlândia, ilha que contém gelo suficiente para aumentar o nível do mar em mais de um metro, podem derreter mais rápido que o antecipado pelas previsões mais alarmistas, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (17) na revista Nature Communications. Os autores do estudo usaram imagens históricas e outros dados para estimar a massa de gelo perdida durante o século XX pelas três geleiras, Jakobshavn Isbrae, Kangerlussuaq e Helheim. Eles estimaram que Jakobshavn Isbrae perdeu mais de 1,5 trilhão de toneladas de gelo entre 1880 e 2012, enquanto que o total para a Kangerlussuaq e a Helheim foi respectivamente de 1,3 trilhão e 3,1 bilhões de toneladas entre 1.900 e 2012. Este degelo já provocou um aumento de mais de 8 mm do nível do mar, segundo o estudo
UOL/Tilt, 17/11.
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