As notícias mais relevantes desta sexta-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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13/12/2019 | Ano 19
As notícias mais relevantes desta sexta-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
DIRETO DO ISA
Violência na Terra Indígena Araribóia (MA) faz mais duas vítimas
Nesta sexta-feira, dois corpos foram encontrados em Amarante (MA) nas imediações da TI; nas últimas semanas, outros três guajajara foram mortos por invasores; crime confirma necessidade de ação da Força Nacional na área
Coragem em muitas línguas: juventude indígena se une em defesa do Rio Negro
Diante de ameaças como a mineração e a emergência climática, a juventude da floresta se encontrou em São Gabriel da Cachoeira (AM) para debater o futuro
Descubra do que é feito o encontro em novo olhar sobre o conhecimento tradicional
Bióloga, ecóloga e assessora do Programa de Políticas e Direitos Socioambientais do Instituto Socioambiental (ISA), Nurit Bensusan lança dia 17/12, em São Paulo, Do que é feito o encontro, livro editado pela IEB Mil Folhas e que traz uma nova proposta de escrita para o registro de sua pesquisa na Universidade de Brasília (UNB). O estudo, que fala sobre as transformações das concepções de acesso ao conhecimento de povos indígenas e comunidades locais, é apresentado ao público sem abdicar da complexidade do tema, mas tampouco sem transformar o assunto em algo restrito a especialistas
COP25
Sociedade civil se manifesta contra política ambiental de Bolsonaro em Madri
Um grupo formado por 110 organizações da sociedade civil, redes, movimentos sociais e figuras políticas, entre elas a ex-ministra Marina Silva (REDE), lançaram na tarde da última quarta-feira (11), em Madri, na COP25, uma declaração conjunta sobre a crise do desmatamento e queimadas na Amazônia Brasileira. O documento, de oito páginas, apresenta uma análise crítica das tendências recentes e fatores de desmatamento e queimadas na Amazônia, bem como as consequências para a crise climática global e outros impactos sociais e ambientais
O Eco, 12/12.
Brasil quer dinheiro, não metas
País quer concluir negociação de mercado de carbono, mas não assina documento com compromisso para zerar emissões até 2050. O Brasil não está no grupo de 73 países que se comprometeram a zerar as emissões líquidas de carbono até 2050. O documento com a relação foi entregue na quarta-feira (11) à presidente da Conferência do Clima, Carolina Schmidt. No mesmo dia em que o secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a criticar a falta de vontade política de alguns países para enfrentar a crise climática
Projeto Colabora, 12/12.
Brasil precisa retomar a proteção ambiental e destravar Fundo Amazônia, dizem especialistas na COP 25
Pesquisadores brasileiros que participam como observadores da COP 25, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, criticam o foco do Brasil no evento. Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, e André Guimarães, diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), dizem que faltam propostas e compromissos para frear o desmatamento na Amazônia, que seria a contribuição mais imediata do Brasil para enfrentar o problema. Além disso, eles dizem que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cobra recursos que não estão disponíveis e não são devidos especificamente ao Brasil, enquanto as negociações sobre o uso da verba do Fundo Amazônia seguem travadas
G1, 12/12, Natureza.
COP 25 se aproxima da conclusão sem consenso sobre mercado de carbono e ajuda a países afetados pelo clima
No evento, realizado em Madri desde o início do mês, prevalecem preocupações e incertezas sobre temas centrais e a adição de metas mais ambiciosas. Decisão de países europeus de neutralizar emissões até 2050 pode impulsionar outros países na reta final
G1, 13/12, Natureza.
COP25: Discurso do governo brasileiro ignora dados de desmatamento e apelos da sociedade civil
Presença do governo brasileiro na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP25), em Madri, é marcada pela defesa do agronegócio e pelo silêncio sobre as agressões ambientais à Amazônia e a violência contra indígenas. Pela primeira vez, o governo não montou um estande oficial do Brasil no evento nem concedeu credenciamento à sociedade civil. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse na COP que o Brasil está comprometido “em combater as mudanças climáticas”, mas em suas declarações tem evitado falar sobre os últimos dados do desmatamento na Amazônia
Mongabay, 12/12.
REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
Mudança na regularização fundiária pode estimular a grilagem, diz pesquisadora
Passou a vigorar com força de lei na quarta-feira, 11 de dezembro, a Medida Provisória (MP) nº 910, que altera normas para a regularização fundiária. A MP foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e publicada no Diário Oficial da União (DOU). “Se o Congresso Nacional aceitar converter essa MP em lei, com essa mudança de data, vai ser cúmplice de mais uma anistia ao roubo de terra pública”, avalia Brenda Brito, pesquisadora do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e especialista no sistema fundiário. “Quem invadiu terra pública a partir de 2011 sabia que estava praticando um crime. Isso reforça a mensagem de que invadir e desmatar são ações que merecem ser premiadas, ao invés de punidas”, argumenta Brito
National Geographic Brasil, 11/12.
ENERGIA
Depois de 100% pronta, Belo Monte quer erguer usina térmica para compensar baixa produção de energia
Depois de gastar R$ 40 bilhões para erguer a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, um projeto que desde o início teve a sua viabilidade financeira questionada por causa da forte oscilação do nível de água do Rio Xingu, a concessionária Norte Energia, dona da hidrelétrica, quer agora autorização para construir usinas térmicas – mais caras e poluentes – nos arredores da hidrelétrica, para complementar sua geração de energia. “Acho que isso confirma que o dano socioambiental de Belo Monte é um crime”, diz Biviany Rojas, advogada do Instituto Socioambiental (ISA), organização que acompanha o impacto do empreendimento desde a sua concepção. “A instalação de termelétricas desmoraliza todo o discurso de escolha política por geração de energia hidrelétrica na floresta amazônica. Se era pra produzir energia termelétrica não precisava barrar o Rio Xingu.”
OESP, 13/12.
RESERVAS EXTRATIVISTAS
Organizações reagem à suspensão da fiscalização na Reserva Chico Mendes, no Acre
Em manifesto publicado nesta quinta-feira (12), 18 organizações da sociedade civil e oito deputados de oposição protestaram contra a suspensão da fiscalização ambiental na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no Acre. A paralisação da atividade foi determinada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em novembro, após uma reunião com infratores ambientais. Entre eles, participaram do encontro um autor de ameaça de morte a um servidor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um réu condenado por desmatamento e uma fazendeira que instalou um haras dentro de uma unidade de conservação
Brasil de Fato, 12/12.
GARIMPO
Por dentro de um garimpo ilegal na Amazônia
Uma imensa clareira que rasga a floresta pode ser vista no Google Earth entre o extremo norte de Mato Grosso e o sul do Pará. Trata-se de uma das mais antigas fronteiras da mineração na Amazônia. Fortunas famosas foram extraídas daquela porção de terra ao longo de 44 anos de atividade garimpeira. A corrida por minério, principalmente ouro, levou milhares à região e resultou em uma sangrenta disputa fundiária. Ao longo dos anos, dezenas de pessoas foram violentamente mortas. A reportagem visitou um desses garimpos ilegais. E, para preservar a integridade física dos garimpeiros, tanto suas identidades quanto a localização e identificação do garimpo foram suprimidas ou alteradas
National Geographic Brasil, 11/12.
POVOS INDÍGENAS
Povos Guarani Mbya e Tupi-Guarani cobram demarcação de seus territórios e a anulação da portaria que inviabiliza ações da Funai nas aldeias
Em protesto, mais de 300 lideranças dos povos Guarani Mbya e Tupi-Guarani de São Paulo e Rio de Janeiro ocupam há três semanas o prédio sede da Funai, em Itanhaém, no litoral paulista. A ocupação cobra a demarcação dos territórios indígenas, a anulação da portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que inviabiliza servidores da Funai de irem até as aldeias e exige a reversão das mudanças na coordenação regional do órgão, feita sem consulta prévia aos indígenas
Cimi, 12/12.
FUNAI
Indigenistas da Funai esperam troca dos 39 coordenadores regionais até janeiro
A Fundação Nacional do Índio (Funai) trocou mais dois coordenadores regionais nos últimos dias, levando indigenistas do órgão a acreditar que todos as 39 chefes dos postos serão exonerados até janeiro do ano que vem. Nesta quinta-feira (12), Silvio Raimundo da Silva foi dispensado da coordenadoria regional da Funai em Dourados (MS). Segundo o blog apurou, um tenente reformado do Exército assumirá o posto nos próximos dias. Blog do Matheus Leitão
G1, 12/12, Política.
AMAZÔNIA
“Talvez não voltemos a Alter do Chão”, dizem brigadistas voluntários do Pará
Daniel Govino, Marcelo Aron Cwerner e João Romano falam sobre o inquérito contra eles e sobre o receio de voltar a viver na região por segurança
El País, 12/12.
ZONA COSTEIRA
Memória do óleo
Mais de um mês depois da chegada do petróleo numa praia do Sul da Bahia, voluntários anônimos enfrentam o cansaço, o sol e a exaustão mental para tentar limpar até a última mancha
Revista Piauí, 12/12.
Outras Noticias
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'Pulo do gato' contra desmate da Amazônia depende de tecnologias modernas
Especialistas temem que MP da regularização fundiária dê brecha para legalizar grileiros na Amazônia
Causa de rompimento em Brumadinho foi ‘liquefação’, aponta estudo técnico da Vale
Conflitos e retrocessos marcam presença do Brasil na COP-25
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PF mira armeiros que abasteciam garimpos e facções em Roraima
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