As notícias mais relevantes desta domingo para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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07/12/2018 | Ano 18
As notícias mais relevantes desta domingo para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
DIRETO DO ISA
Muvuca de gente, muvuca de sementes: o mundo da restauração ecológica no Brasil
Congresso da Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (Sobre) trouxe a força da conexão entre pessoas e da diversidade de atores para atingir o objetivo de restaurar em larga escala no Brasil
Fique sabendo o que aconteceu entre 30 de novembro e 6 de dezembro de 2018
A semana traz novidades para conservação do meio ambiente: além da foto viral de um menino ao lado de duas onças-pintadas, que levanta debates sobre a preservação da espécie, ameaçada de extinção no Brasil, novas áreas protegidas são criadas
FUNAI
Indígenas pedem que Funai fique no Ministério da Justiça
"Representantes de aldeias indígenas diversas entregaram ontem cedo, à equipe de transição, carta endereçada a Bolsonaro pedindo que a Funai fique no Ministério da Justiça. A incerteza é grande quanto ao destino da fundação. Onyx Lorenzoni declarou publicamente que ela pode ir para a Agricultura, Osmar Terra defende que vá para a Secretaria da Cidadania ou Direitos Humanos e Sergio Moro prefere… que ela fique onde está. Ou seja, sob sua guarda" coluna de Sonia Racy
OESP, 7/12, Direto da Fonte, p.C2.
Forças ruralistas e evangélicas agem para estrangular a Funai
O empurra-empurra na transição do governo Jair Bolsonaro (PSL-RJ) nas últimas semanas sobre onde ficaria a Funai (Fundação Nacional do Índio), encerrado nesta quinta-feira (6) com o anúncio de que irá para um novo Ministério das Mulheres, Família e Direitos Humanos, foi o capítulo mais evidente de um processo de estrangulamento vivido pelo órgão nos últimos anos que se acentuou após a posse de Michel Temer. O pano de fundo são pressões políticas que vêm de dois grupos distintos, às vezes com interesses em comum, os ruralistas e os evangélicos
FSP, 7/12, Poder, p.A8.
POVOS INDÍGENAS
Apib entrega carta ao governo de transição cobrando respeito e a garantia dos direitos fundamentais
Durante a campanha eleitoral e depois de vencer o pleito, Bolsonaro e integrantes de sua equipe atacaram de forma racista os povos indígenas, comparando-os a animais de zoológico. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) entregou na manhã desta quinta-feira, 6, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição, em Brasília, uma carta ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. No documento, a organização indígena cobra do próximo ocupante do Palácio do Planalto respeito e garantias aos direitos fundamentais dos povos e comunidades
Cimi, 6/12.
QUILOMBOLAS
Quilombolas, terra & foguetes; diligência busca justiça em Alcântara
No final da década de 70, o governo militar brasileiro lançou a Missão Espacial Completa Brasileira, que previa a criação de um centro espacial no país. A área escolhida foi a Ilha do Cajual, onde fica a cidade de Alcântara, no Maranhão. Décadas depois e três fracassos em mandar para o espaço veículos lançadores de satélites, e que em um deles 21 pessoas morreram, o governo do presidente Michel Temer quer tornar realidade um polêmico acordo com os Estados Unidos ainda este ano. Porém, para que esse acordo vá em frente, a área do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) deve ser ampliada e, para isso, 27 comunidades quilombolas removidas para o interior da ilha.
Agência Câmara, 6/12.
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Na COP 24, mulheres indígenas dão o recado: as terras indígenas são fundamentais para conter as mudanças climáticas
As terras indígenas demarcadas são as áreas de proteção mais preservadas da Amazônia brasileira, apresentando os índices mais baixos de desmatamento. A Floresta em pé mantida pelos diferentes povos indígenas através de seus modos próprios tradicionais de manejo e auto- sustentabilidade realizam um serviço único, não só de manutenção da floresta, mas de adaptação aos impactos das mudanças climáticas que precisa ser reconhecido e valorizado, no contexto das negociações globais para manter a temperatura do planeta abaixo de 1,5 graus
RCA, 7/12.
Silesianas: Um fóssil para o Brasil e outros despachos de Katowice
O Brasil recebeu na quarta-feira (5) em Katowice o Fóssil do Dia, um antiprêmio concedido pelas ONGs na COP24 aos países que mais atrapalham as negociações climáticas. A CAN (Climate Action Network), rede de mais de mil organizações que concede o “troféu” diariamente nas conferências do clima, decidiu dar a premiação ao país por causa das ameaças que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem feito à agenda de clima
Observatório do Clima, 6/12.
“Isso não tem nada a ver com o Acordo de Paris”, diz pai do Triplo A
Ambientalista colombiano Martín von Hidelbrand diz que ligação feita por Bolsonaro entre a negociação de clima e sua proposta para manter a conectividade de ecossistemas na Amazônia é “fake news”
Observatório do Clima, 7/12.
POLÍTICA SOCIOAMBIENTAL
Os “malucos” sapateiam no palco
"Nas últimas décadas existiu um consenso de que, diante dos absurdos que eram ditos nas redes e em outros espaços, a melhor estratégia era não responder. Contestar pessoas claramente mal intencionadas e intelectualmente desonestas, em sua busca furiosa por fama, seria legitimá-las como interlocutor, dando crédito ao que diziam. E, assim, servir de escada para que ganhassem mais visibilidade. A frase popular que expressa essa ideia é: “Não bata palmas para maluco dançar”. A eleição de Donald Trump, de outros populistas de extrema-direita e agora de Jair Bolsonaro revelou que este foi um equívoco que vai custar muito caro" artigo de Eliane Brum
El País, 6/12.
SAÚDE INDÍGENA
Mais Médicos: áreas indígenas e estados do Norte sofrem com falta de inscrições
O Amazonas é o estado da região Norte com mais vagas não preenchidas no programa Mais Médicos. Ainda restam 14 municípios que não completaram o total de postos e, nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), até segunda-feira (3), somente 29 candidatos se inscreveram, deixando em aberto 63 posições
Brasil de Fato, 6/12.
DIREITOS HUMANOS
Damares Alves, a militante antiaborto alçada a pastora de Bolsonaro na Esplanada
Damares comandará a pasta das Mulheres, da Família e dos Direitos Humanos, uma estrutura nova que será criada em 1º de janeiro e que albergará também a Funai, órgão responsável pelas políticas públicas voltadas para as populações indígenas no país. O ponto mais polêmico do novo ministério criado por Bolsonaro é sem dúvidas a transferência da Funai para o órgão. A saída da autarquia do guarda-chuva do Ministério da Justiça é fortemente criticada por antropólogos e lideranças indígenas, que temem retrocessos sobretudo na questão de demarcação de terras dos povos originários. O próprio Bolsonaro já declarou que pretende congelar os processos de demarcação existentes. "O índio é gente e precisa ser visto de uma forma como um todo. Índio não é só terra", disse
El País, 6/12.
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Bolsonaro escolhe assessora de aliado para Ministério das Mulheres, Família e Direitos Humanos
Indígenas pediram a Bolsonaro para manter Funai na Justiça, mas não foram recebidos
'Homens e mulheres não são iguais', diz futura ministra de Direitos Humanos
Os enjeitados
Ideias e papel do vice-presidente
Demarcar terras indígenas é proteger o Brasil
Símbolo de biodiversidade, onças-pintadas vivem ameaçadas no Brasil
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