As notícias mais relevantes desta sábado para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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09/10/2020 | Ano 20
As notícias mais relevantes desta sábado para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
DIRETO DO ISA
Assista à live #Casa Floresta. Os Guerreiros da Constituição: as vozes que lutam pelos direitos dos povos da floresta
#CasaFloresta, a roda de conversa do ISA para conectar raízes e antenas! Assista à live do 14º episódio realizado nesta quinta-feira (08/10)
Povo Munduruku denuncia invasões de madeireiros e garimpeiros em carta aberta
Manifesto foi resultado de encontro de lideranças e associações munduruku, exigindo uma solução concreta para os conflitos em suas terras; veja essa e outras notícias no Fique Sabendo
POVOS ISOLADOS
Presença de garimpeiros ameaça povos indígenas isolados da Amazônia
A estimativa é que seis mil índios de etnias diferentes morem no Vale do Javari, no Amazonas. A região é a que também abriga a maior concentração de índios isolados do mundo. Caçadores, pescadores, garimpeiros e missionários cercam os indígenas da região. Em setembro de 2019, índios da etnia Matis encontraram um missionário americano e denunciaram às autoridades. Em abril, a Justiça Federal determinou a saída dos missionários, ressaltando o respeito aos povos isolados e a ameaça da Covid-19. Uma equipe da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari identificou pelo menos cinco dragas na semana passada no Rio Jutaí. Essa organização indígena representa sete povos que vivem na região
G1, 08/10, Jornal Nacional.
GARIMPO
Kayapós divulgam manifesto contra garimpo em terra indígena, após protestos no Pará
Índios de 56 comunidades do povo Kayapó divulgaram manifesto contra o garimpo ilegal em terras indígenas. O motivo da carta divulgada nesta quinta (8) é esclarecer que as comunidades não compactuam com manifestações individuais de indígenas que apoiam o garimpo e mineração em terras indígenas. O documento assinado pelo Instituto Kabu, Associação Floresta Protegida e Instituto Raoni, é endereçado ao governo federal. Os Kayapós afirmam que o governo estimula a invasão dos territórios indígenas e que os órgãos ambientais estão fragilizados para combater as ações criminosas
G1/PA, 08/10.
Com alta do ouro, garimpeiros ameaçam área indígena em fronteira intocada da Amazônia
Um território isolado no extremo norte do Brasil, onde há uma base do Exército e só é possível chegar de avião fretado. Mesmo ali, na terra indígena Tumucumaque, no Pará, o garimpo já é uma ameaça. A área de mineração ilegal, que explora ouro, foi descoberta há algumas semanas no Suriname e está levando pânico a uma comunidade acostumada a acompanhar à distância o avanço dos crimes ambientais em outras partes do Brasil
The Intercept, 08/10.
POVOS INDÍGENAS
Em meio à pandemia, estrada irregular avança por Terra Indígena no Maranhão
O povo Memortumré Kanela não tem um dia de sossego desde que uma estrada ilegal foi aberta dentro de seu território, em Fernando Falcão (MA), a 540 km de São Luís. Apesar de terem reivindicado inúmeras vezes a interdição da estrada, o caso se arrasta desde 2017 e – embora haja decisão judicial favorável para fechar a estrada – o poder público segue de braços cruzados. A situação piorou durante a pandemia, com a ampliação do trânsito de carros e motocicletas que utilizam a via como atalho de acesso à sede do município. Invasores estão assoreando rios, derrubando árvores sagradas e expondo o povo Memortumré Kanela ao coronavírus; comunidade alerta para risco de confronto
Cimi, 08/10.
Indígenas Guarani são pressionados por discursos de ódio e incitação à violência enquanto lutam pela demarcação da TI Je’y
A Terra Indígena Tekoha Je’y, onde vive uma população de 32 Guarani nhandeva, também conhecida como Terra Guarani do Rio Pequeno, localizada na cidade de Paraty, sul do estado do Rio de Janeiro, enfrenta um conflito decorrente da paralisação no processo administrativo de demarcação do território tradicional, ocupado por famílias nhandeva, mas também mbya; dois grupos do povo guarani. Sem o processo demarcatório concluso, a insegurança jurídica tem gerado diversos ataques e acusações falsas contra os Nhandeva e Mbya
Cimi, 08/10.
Povo Tupi-Guarani vence importante batalha no STF
O povo Tupi-Guarani venceu uma importante batalha no Supremo Tribunal Federal (STF). Na última sexta-feira (2/10), a Suprema Corte decidiu, em votação unânime, pela manutenção da homologação da Terra Indígena (TI) Piaçaguera. Embora o processo de demarcação tenha chegado ao fim em 02 de maio de 2016, um proprietário da região questionou judicialmente a homologação da terra, a penúltima etapa do processo de demarcação. Após quatro anos na Justiça, a decisão favorável fortalece os Tupi-Guarani diante da longa e constante luta pelo direito originário a suas terras
Comissão Pró-Índio, 08/10.
DESMATAMENTO
Sob Bolsonaro, desmatamento dobra de patamar
O Inpe divulgou nesta sexta-feira (9) o dado de alertas de desmatamento de setembro. É o segundo pior da série histórica do sistema de monitoramento Deter-B, com 964 km2, perdendo apenas para setembro do ano passado, que teve 1.543 km2 devastados. Os satélites indicam mais uma vez que a Operação Verde Brasil 2, que completa cinco meses na Amazônia neste fim de semana, fracassou em frear o desmatamento e as queimadas. Afinal, o desmate nos meses mais secos do ano (maio a setembro) no governo Bolsonaro, que também é o período da operação militar, segue duas vezes maior do que nos três anos anteriores da série
Observatório do Clima, 09/10.
RIBEIRINHOS
Como ribeirinhos no Pará enfrentaram uma das maiores mineradoras de alumínio do mundo
Em 2009, comunidades no município de Juruti (PA) obtiveram um documento inédito no país: o título coletivo das terras e o direito de cobrar pela sua exploração. Na época, a Alcoa estava finalizando as obras de sua jazida. As comunidades cederam à Alcoa o direito de minerar 18 mil hectares da terra, em troca do pagamento pela participação nos resultados da lavra – o equivalente a 1,5% dos lucros líquidos. Em dez anos, a Alcoa já repassou R$ 60 milhões aos ribeirinhos. A mina, localizada na margem direita do Rio Amazonas, é uma das maiores jazidas de bauxita do mundo, estimada em 700 milhões de toneladas
Mongabay, 08/10.
ONU
Nobel da Paz 2020 vai para o Programa Mundial de Alimentos da ONU
O Comitê Nobel Norueguês concedeu nesta sexta-feira o Prêmio Nobel da Paz de 2020 ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede em Roma. “A necessidade de solidariedade internacional e cooperação multilateral é mais evidente do que nunca”, afirmou o Comitê Norueguês do Nobel. O reconhecimento ao PMA destaca seu trabalho “para impedir o uso da fome como arma de guerras e conflitos”. O júri salientou que a erradicação da fome é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
El País, 09/10.
ICMBIO
ICMBio diz que só restam 5% dos recursos destinados ao combate a incêndios
Com os incêndios na Amazônia e no Pantanal ainda ocorrendo, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informa que já utilizou, até o fim de setembro, 95,1% dos R$ 19 milhões disponíveis para fiscalização ambiental e prevenção e combate a incêndios florestais. Os dados foram apresentados pelo próprio instituto, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa ação do governo contra as queimadas
Congresso em Foco, 08/10.
POLÍTICA AMBIENTAL
Juiz que decidiu pró-Conama e Salles quer extinguir um assentamento do MST
O desembargador do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região Marcelo Pereira da Silva, que na última sexta-feira (2/10) restabeleceu decisões do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) defendidas pelo ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), já votou pela dissolução de um assentamento do Incra originado há dez anos de uma ocupação do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Um dos argumentos do desembargador em seu relatório e voto, de agosto do ano passado, contra o assentamento foi uma preocupação com "a preservação ambiental da área". Ele determinou que as 53 famílias sejam despejadas do local - cabem recursos à decisão. Coluna de Rubens Valente
UOL, 04/10.
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