As notícias mais relevantes desta terça-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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11/05/2022 | Ano 22
As notícias mais relevantes desta terça-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
YANOMAMI
Davi Kopenawa receberá título de doutor honoris causa da Unifesp
O Conselho Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Consu/Unifesp) aprovou hoje (11/5), por aclamação, a concessão do título de doutor honoris causa ao pensador e xamã Yanomami Davi Kopenawa. A Unifesp é a primeira universidade a outorgar este título a Davi Kopenawa, além de ser o primeiro concedido pela instituição. O título é concedido a personalidades eminentes, nacionais ou internacionais, que tenham se destacado nas ciências, nas artes, na cultura, na educação, e na defesa dos direitos humanos. É autor da obra A Queda do Céu: palavras de um xamã yanomami, em coautoria com o antropólogo Bruce Albert. A obra, publicada originalmente em francês em 2011 e traduzida ao inglês, português e italiano, foi amplamente celebrada pela comunidade antropológica internacional
Unifesp, 11/05.
MINERAÇÃO EM TERRAS INDÍGENAS
Em viagem à Europa, lideranças indígenas da Amazônia denunciam crimes em nome do ouro
Maria Leusa Munduruku nunca pensou que precisaria ir tão longe para ajudar o seu povo. Na Suíça, diante de representantes de refinarias que recebem ouro extraído da Amazônia, ela relata como o consumo do metal precioso tem influência destrutiva no território onde vivem os munduruku, no Pará. "Eles perguntaram para a gente o que podem fazer para ajudar. A gente pede que eles parem de comprar o ouro e que consultem os povos indígenas. Os países europeus que compram, que apoiam esse comércio com sangue indígena, são culpados também", diz Maria por telefone à DW Brasil após a reunião na Suíça, na última sexta-feira (06/05)
Deutsche Welle, 10/05.;Brasil de Fato, 10/05.
ONGS
Organizações brasileiras defendem aprovação de fundo dos EUA para florestas
Às vésperas da discussão na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos da criação de um fundo de US$ 9 bilhões de dólares (cerca de R$ 45 bilhões) para conservação de florestas tropicais, 23 empresas, organizações de povos indígenas e associações da sociedade civil, representando mais de 330 entidades, assinaram carta ao presidente americano Joe Biden e a membros democratas e republicanos do Congresso dos Estados Unidos, pedindo apoio para a aprovação do projeto Amazon21 Act, assegurando esses recursos. “O acesso direto ao financiamento deve ser prioritário para os povos da floresta, que contribuem historicamente para sua conservação e tem seu modo de vida diretamente afetado pela escalada do desmatamento”, afirmam os signatários. Por Oscar Valporto
Projeto Colabora, 10/05.
POLÍTICA AMBIENTAL
Ruralista, novo presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara tem histórico antiambiental
Em seu segundo mandato como deputado federal, Covatti Filho construiu uma trajetória política ligada ao agronegócio no Rio Grande do Sul, onde ocupou a cadeira de secretário da Agricultura e ajudou no desmonte de legislações pioneiras de proteção ao meio ambiente. Financiado por ruralistas, o parlamentar assume o novo cargo com uma missão: “contribuir com uma das minhas principais bandeiras como deputado federal, a produção rural”, conforme publicou em sua conta do Instagram
Repórter Brasil, 10/05.
Vídeo com ‘verdades sobre Brasil no meio ambiente’ tem dados falsos e descontextualizados
Circula nas redes sociais um vídeo que mostra supostas verdades sobre o Brasil relacionadas ao meio ambiente. Na gravação, cuja primeira imagem é do presidente Jair Bolsonaro (PL) fardado junto a um felino, são exibidas cenas de natureza. Em inglês, um narrador diz que 66% do território brasileiro está totalmente conservado e que 84% da Amazônia brasileira está preservada. Também afirma que 85% da energia elétrica consumida no país é de fonte renovável e que 14% do território é indígena e preservado, entre outras alegações. O vídeo foi compartilhado pelo próprio Bolsonaro em suas redes sociais na última segunda-feira (9). No post, ele pediu que apoiadores compartilhassem o registro com “amigos do exterior”. A reportagem procurou o presidente, e atualizará esta checagem caso haja resposta. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​
Piauí/Lupa, 10/05.
Em carta, servidores de SP repudiam declaração do presidente do Ibama sobre seus funcionários: “muita gente louca” que “inventa coisas”
O evento no qual Eduardo Bim, presidente do Ibama, fez declarações agressivas a respeito dos servidores do órgão, aconteceu em 19 de abril, mas só vieram à tona em 6 de maio, após divulgação de um dos trechos de sua palestra no perfil Política por Inteiro, no Twitter. “Meio ambiente nunca foi uma área tranquila. Pura militância. pura paixão, pouca técnica, fazem os maiores absurdos do mundo […] Muita gente louca e os loucos gostam de direito ambiental porque eles se sentem confortáveis na área, inventando coisas”. “Nem idealistas, nem loucos: somos técnicos ambientais!” A repercussão foi instantânea. Nas redes sociais, com comentários indignados e compartilhamentos que viralizaram um trecho da fala repugnante de Bim. E ainda rendeu uma carta dos servidores de meio ambiente do estado de São Paulo. Por Mônica Nunes
Conexão Planeta, 11/05.
QUILOMBOLAS
Terra quilombola vai a leilão para pagar dívida de ex-prefeito no Maranhão
O território onde vive a comunidade quilombola Mundico, no município de Santa Helena (MA), está com leilão marcado pela Justiça Estadual para pagar dívidas de um político local, que conseguiu registrar a área como sendo dele. As terras onde moram 96 famílias descendentes de escravos têm registro de ocupação desde 1880, oito anos antes da própria abolição da escravidão (ocorrida em 1888). Foi lá que surgiu o quilombo Mundico e é onde seus descendentes moram desde então. A comunidade é certificada pela Fundação Cultural Palmares e consta na lista da entidade —o que confirma a origem e o local dos quilombolas e permite que a terra seja titulada. Por Carlos Madeiro
UOL, 10/05.
DESMATAMENTO
Ocupação irregular é o principal vetor de desmatamento dentro da RDS do Rio Negro
A especulação imobiliária cresce na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro (RDS do Rio Negro). A área, que está a aproximadamente 78 km de Manaus, comporta 103 mil hectares de flora e fauna nativas e tem sido tomada por invasões de pessoas vindas de municípios vizinhos à Reserva, como Manaus, Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, à procura de sítios e chácaras. Oriundos, em sua maioria, dos centros urbanos mais próximos e em busca de um pedaço privilegiado próximo à cidade, procuram terras para compor sítios, pequenas plantações e culturas agropecuárias, além da aquisição de grandes lotes apenas pelo apelo imobiliário e expectativa de valorização – processo conhecido como especulação imobiliária
O Eco, 10/05.
MINERAÇÃO
Capital da FD Gold, de empresário próximo a Mourão, quintuplicou dias antes de denúncia de venda de ouro ilegal
Na semana passada o empresário Dirceu Frederico Sobrinho ocupou novamente os holofotes ao assumir ser dono de uma carga de 77 quilos de ouro avaliada em R$ 23 milhões apreendida pela Polícia Federal. Os 77 quilos são da FD Gold, uma das maiores negociadoras de ouro de garimpo do Brasil, controlada por Dirceu Sobrinho, que negou qualquer irregularidade. Segundo o empresário, o ouro apreendido não provém de áreas ilegais. Não é de hoje, porém, que a FD Gold está envolvida em polêmicas e é acusada de comercializar ouro ilegal. Quem acompanha o Observatório da Mineração conhece bem os negócios de Dirceu Frederico Sobrinho. A origem do ouro está nas cidades de Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso, no sudoeste do Pará, principal centro de garimpagem ilegal do Brasil e palco de inúmeros conflitos com povos indígenas, em especial os Munduruku. Por Daniel Marques Vieira e Claudia de Jesus
Observatório da Mineração, 09/05.
SEMENTES
Os bancos de sementes que conservam o futuro da alimentação no Brasil
Coleção de sementes da Embrapa tem cerca de 120 mil amostras de quase 700 espécies agrícolas coletadas ao longo dos 49 anos de existência da estatal. Algumas das amostras foram enviadas ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, no Oceando Ártico, que, além de já conservar alimentos como arroz, feijão, pimenta e abóbora do Brasil, em breve receberá também variedades de milho crioulo, maracujá e caju. Movimento de resgate de sementes tradicionais, inaugurado pelo povo indígena Krahô junto à Embrapa na década de 1990, gera até hoje trocas de sementes e saberes em todo o Brasil. A parceria com agricultores indígenas e quilombolas é imprescindível para os pesquisadores da Embrapa, uma vez que muitas sementes só conseguem ser conservadas em lavouras no campo, não em geladeiras
Mongabay, 10/05.
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