As notícias mais relevantes desta terça-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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10/05/2022 | Ano 22
As notícias mais relevantes desta terça-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
DIRETO DO ISA
Livros de bolso apresentam a arte indígena, feminina e ancestral das cerâmicas Tukano e Baniwa
Práticas e saberes para produção das peças são parte do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, reconhecido em 2010 como patrimônio cultural imaterial do Brasil pelo Iphan
GARIMPO
MPF pede suspensão de garimpo em terras indígenas no Amazonas liberado por Heleno
O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta segunda-feira (9), a suspensão da autorização de exploração do garimpo em trechos do rio Negro que banham terras indígenas praticamente intocadas na Amazônia. O MPF pede que a Agência Nacional de Mineração (ANM) providencie a "imediata suspensão de todos os requerimentos ativos de pesquisa ou lavra minerária incidentes sobre as Terras Indígenas Médio Rio Negro 1 e Médio Rio Negro 2, no Município de São Gabriel da Cachoeira/AM". Segundo o MPF, há, no total, 33 requerimentos para lavra, pesquisa ou licenciamento dentro dessa área, a grande maioria relativos à exploração de ouro. Como mostrou a Folha, o chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, general Augusto Heleno, autorizou o avanço de sete projetos de garimpo em áreas reservadas da Amazônia —cinco deles nos trechos citados do Rio Negro
FSP, 09/05, Ambiente.;Yahoo.com, 09/05.
MINERAÇÃO EM TERRAS INDÍGENAS
O caçador de jazidas: quem é o empresário que lidera a corrida pelo ouro em terras indígenas
Nos últimos 40 anos, as empresas da família de Paulo Carlos de Brito Filho fizeram 255 requerimentos para pesquisar minérios em áreas dentro ou no entorno de 42 terras indígenas. Mais de 95% dos pedidos é para encontrar ouro na Amazônia. Um pedido para realizar pesquisas minerais no Brasil custa menos de um salário mínimo, valor insuficiente para comprar duas garrafas do vinho nacional Guaspari. Mas, assim como as parreiras, essas requisições minerárias podem render bons frutos. Dono da vinícola, o empresário Paulo Carlos de Brito Filho atua também em pelo menos oito empresas que, juntas, ocupam o primeiro lugar na corrida pela mineração em terras indígenas (TIs)
Repórter Brasil, 09/05.
POLÍTICA CLIMÁTICA
Meta de Paris pode ser perdida em 5 anos, diz ONU
Se hoje metade da população mundial já está exposta a eventos climáticos extremos – como a onda de calor que está atingindo a Índia nas últimas semanas – a tendência é que as coisas piorem muito nos próximos anos: ainda nesta década a humanidade pode entrar em mares climáticos nunca dantes navegados. Um novo boletim sobre o clima divulgado pela Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas (OMM) nesta segunda-feira (9) indicou que estamos prestes a experimentar o ano mais quente já registrado, e que há 50% de chance de o aquecimento global ultrapassar 1,5ºC nos próximos cinco anos, fazendo que a meta do Acordo de Paris seja perdida
Observatório do Clima, 09/05.
GRILAGEM
Grilagem de terras está ligada a problemas sociais e ambientais; entenda
A invasão de terras públicas, mais conhecida como grilagem, voltou a ocupar o noticiário nos últimos meses. De denúncias sobre declarações irregulares de posse de terra a estupro de uma criança indígena e ataques a povos originários, o assunto está envolvido em uma série de situações de violência e desmatamento no Brasil. Atualmente, de acordo com a WWF-Brasil, cerca de um terço do desmatamento da Amazônia está relacionado à atividade de grileiros. Essa também é a região do país que mais sofre com o problema. Apesar desse cenário, projetos de lei propondo a legalização dessas invasões seguem em tramitação no Congresso. Caso sejam aprovadas, essas propostas, apontam ambientalistas, podem gerar ainda mais conflitos no campo, acelerar a crise climática e gerar, inclusive, complicações econômicas para o país
UOL/Ecoa, 10/05.
POVOS INDÍGENAS
A hora é agora
Txai Suruí reflete sobre a importância da demarcação de terras para frear as mudanças climáticas. Foi em outubro de 2021, em Glasgow, na Escócia, que o mundo conheceu uma brasileira com discurso forte, que cobrava ações urgentes para conter os avanços das mudanças climáticas. Misturando referências dos Racionais Mc's com Ailton Krenak, Txai Suruí foi a única brasileira e indígena latino-americana a discursar na abertura da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26). Desde então, a curiosidade sobre quem era aquela jovem, hoje com 25 anos, se espalhou pelos quatro cantos
UOL/Ecoa, 09/05.
DESMATAMENTO
Recorde de desmatamento na Amazônia é 'péssimo' e 'horrível', diz Mourão
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos), classificou como "péssimos" e "horríveis" os dados que apontam que o Brasil registrou um recorde de desmatamento da Amazônia Legal em abril. Mourão é presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal e afirmou nesta segunda-feira (9) que é necessário identificar "onde está havendo falhas" no trabalho do governo. O vice-presidente citou a falta de dinheiro do Executivo para investir na preservação da Amazônia. "O nosso problema para melhorar a fiscalização é que a gente consiga implantar o sistema de bases fixas que está previsto no plano aí no Guardiões do Bioma, mas aí depende de recurso", afirmou
FSP, 09/05, Ambiente.;Yahoo.com, 09/05.
AGROTÓXICOS
Anvisa suspende testes de agrotóxicos nos alimentos há mais de dois anos
Desde 2020, os brasileiros não sabem quanto de resíduos de agrotóxicos há em maçãs, laranjas, tomates, pimentões e outros alimentos que são vendidos em feiras e supermercados pelo país. Isso porque o principal programa de monitoramento do Governo Federal não divulgou o resultado de coletas feitas desde o início do governo de Jair Bolsonaro (PL). A última publicação foi justamente em 2019, a partir de amostras coletadas em 2017 e 2018. Criado em 2001, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) teve sete relatórios publicados. “Na medida em que o próprio governo avalia e autoriza agrotóxicos, que são substâncias que comportam perigo à saúde humana, o monitoramento se torna obrigatório
A Pública, 10/05.
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