As notícias mais relevantes desta segunda-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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05/10/2021 | Ano 21
As notícias mais relevantes desta segunda-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
DIRETO DO ISA
Após desmatamento recorde, grilagem queima 3,5 mil ha de terra indígena com isolados no MT
Monitoramento do ISA detectou mais de 1,7 milhão de árvores derrubadas até agosto na Piripkura; renovação da portaria por apenas seis meses alimenta “boom” de degradação
Atlas que mostra avanço da destruição na Amazônia acompanha edição de aniversário da Revista piauí
"Amazônia Sob Pressão 2020", da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), aponta os principais retrocessos nos nove países amazônicos
POVOS INDÍGENAS
Comunidade Xaary recebe trator adquirido pela Funai com emenda de Joenia
A Comunidade Xaary, na Terra Indígena Wai Wai, no Município de São João da Baliza, no Sul de Roraima, realizou uma solenidade para celebrar a entrega de um trator adquirido pela Funai, com recurso de emenda parlamentar da deputada Joenia Wapichana (REDE). O momento foi especial porque a entrega do trator representa um passo decisivo para melhorar a atividade de coleta de castanha-do-Brasil, a principal daquela etnia, e dar um impulso na produção agrícola e atividades econômicas sustentáveis desenvolvidas pelas comunidades Wai Wai. O projeto da coleta de castanha foi iniciado em 2009 pelas comunidades Wai Wai, que receberam treinamentos e acompanhamento. Mas a efetivação do projeto ocorreu apenas em 2017 com novas parcerias: o assessoramento do Instituto Socioambiental (ISA) e apoio da Funai
Folha de Boa Vista, 05/10.
Pajé Yanomami morre com malária sem atendimento em comunidade, diz Conselho de Saúde
Um pajé Yanomami com malária morreu dentro da Terra Indígena por falta de atendimento médico, informou o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kuana (Condisi-YY), Júnior Hekurari Yanomami. A vítima tinha 50 anos e vivia na comunidade Macuxi Yano, na região de Parima. A morte aconteceu na sexta-feira (1º). Após ser comunicado da morte, o Condisi-YY enviou ainda na sexta-feira um ofício cobrando providências à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), que responde ao Ministério da Saúde e ao Ministério Público Federal
g1/RR, 04/10.
Povo Krenak ainda sente impactos das violações praticadas na Ditadura Militar, agora reconhecidas e condenadas pela justiça
A União, a Funai e o governo de Minas Gerais foram condenados pelas violações; a Funai deverá também demarcar a TI Sete Salões, área sagrada para os Krenak. “Foi um período muito triste, um momento a ser esquecido. Mas não há como, as marcas desse processo de destruição, ou de tentativa de destruição, ainda estão muito presentes em nosso povo. Principalmente diante da atual conjuntura, sobretudo política, onde a gente vê um regresso a esse período tão truculento e bruto aos povos indígenas”. Nessas palavras, Geovani Krenak, liderança Krenak e vereador de Resplendor (MG), descreveu as memórias que seu povo ainda guarda do drástico período da ditadura militar
Cimi, 01/10.
TERRAS INDÍGENAS
Incêndio que atinge terra indígena em MT já destruiu área equivalente a 4 mil campos de futebol
O incêndio que atinge a Terra Indígena Umutina, em Barra do Bugres (MT), já destruiu uma área equivalente a mais de 4 mil campos de futebol. O incêndio de grandes proporções começou há 18 dias e não tem origem identificada até o momento. O território umutina tem mais de 28 mil hectares onde vivem 500 pessoas
g1/MT, 04/10.
PANTANAL
Animais do Pantanal aprendem a 'mendigar comida' para sobreviver na seca
A sucessão de eventos adversos no Pantanal, que sofreu incêndios devastadores em 2020, perdeu parte importante de sua superfície de água e vive seca histórica neste ano, pode estar tendo efeitos nos hábitos dos animais que vivem ali - a começar pela oferta de comida disponível a eles. Embora estabelecer (ou não) uma relação causal direta dependa de estudos aprofundados, profissionais que atuam no Pantanal observam algumas mudanças. "O fogo pode estar menos intenso (neste ano), mas a fome e a seca estão mais presentes", diz à BBC News Brasil Ilvanio Martins, presidente da Fundação Ecotrópica, que gerencia quatro reservas ambientais no Pantanal - uma delas praticamente inteira consumida pelas queimadas no ano passado
BBC Brasil, 05/10.
RESERVAS EXTRATIVISTAS
Boiada à vista: projetos para liberar mineração e criação de gado ameaçam reservas
Criadas nos anos 1990 para permitir a sobrevivência de comunidades tradicionais pela extração sustentável de produtos florestais na Amazônia, como castanha, látex e óleo de copaíba, as Reservas Extrativistas (Resex) estão sob ameaça. Dois projetos em tramitação na Câmara dos Deputados dão sinal verde para a instalação de lavras de garimpo e a criação de bois e búfalos nessas áreas, alterando a lei de 2000 que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. A regra atual permite apenas a criação de animais de pequeno porte, agricultura de subsistência e pesca. A exploração de recursos minerais é proibida, assim como a caça amadora ou profissional. Hoje, o Brasil tem 66 reservas extrativistas
Yahoo.com, 04/10.;O Globo, 04/10, Brasil.
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
Especialista aponta fragilidade de estudos ambientais sobre poços de petróleo em Fernando de Noronha
Os estudos técnicos que embasam a oferta de diversos blocos de exploração de petróleo incluídos no leilão marcado para a próxima quinta-feira, 7, em áreas próximas a Fernando de Noronha e a reserva Atol das Rocas, incluem uma série de fragilidades que podem comprometer o interesse privado. A conclusão é de uma nota técnica elaborada pelo oceanógrafo Fabrício Gandini Caldeira, do Instituto Maramar para a Gestão Responsável dos Ambientes Costeiros e Marinhos. No documento, que foi encomendado pela organização 350.org, o especialista aponta uma série de fragilidade nas análises e informações que compuseram a Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) realizada nestes blocos
Terra, 05/10.;OESP, 04/10, Economia.
RECURSOS HÍDRICOS
Mundo enfrentará crise hídrica se não houver uma reforma global urgente, alerta agência meteorológica da ONU
A gestão global dos recursos hídricos é "fragmentada e inadequada" e os países devem adotar com urgência reformas para aumentar o financiamento e impulsionar a cooperação em sistemas de alerta de emergência antes de uma crise iminente, disse a agência meteorológica da ONU nesta terça-feira (5). As mudanças climáticas devem aumentar os riscos relacionados à água, como secas e inundações, enquanto o número de pessoas que vivem com estresse hídrico deve aumentar devido à crescente escassez e ao crescimento populacional, alertou o relatório
g1, 05/10, Natureza.
FUNAI
O órgão indigenista oficial e sua escalada contra os povos originários
A Fundação Nacional do Índio (Funai), criada em 1967 em substituição ao Serviço de Proteção ao Índio (SPI), vem, ao longo de seus mais de 50 anos de existência, se adaptando aos contextos políticos, às perspectivas econômicas e à Constituição Federal. Em sua trajetória, contou com a atuação de louváveis servidores, que muitas vezes colocaram suas vidas em risco pela defesa das comunidades. Mas também foi povoada por servidores omissos em relação à missão oficial do órgão indigenista. Ao longo dos anos, a Funai sofreu críticas, protestos e duras avaliações dos indígenas e indigenistas, porque, em geral, não conseguia desempenhar, a contento, as suas funções quanto à implementação de políticas que assegurassem, efetivamente, os direitos dos povos originários
Cimi, 04/10.
MINERAÇÃO
Desastre da Vale: relatório elaborado por universidade da Espanha aponta causas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG)
O Ministério Público Federal (MPF) informa que a Universitat Politécnica de Catalunya (UPC), por meio do Centro Internacional de Métodos Numéricos en Ingenieria (CIMNE), entregou o relatório final dos serviços de análise, modelagem e simulação computacional para determinar objetivamente as causas prováveis ou determinantes e/ou concorrentes do rompimento da Barragem I, da Vale, na Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, MG, ocorrido em 25/01/2019. O relatório da CIMNE/UPC confirma que a ruptura da barragem B1, em Brumadinho, se deu em razão do fenômeno da liquefação. “É incontroverso que o rompimento da Barragem I envolveu o fenômeno do fluxo por liquefação. A liquefação é um processo associado ao aumento da poropressão, pelo qual a resistência ao cisalhamento é reduzida à medida que a tensão efetiva no solo se aproxima de zero. Apenas materiais contráteis estão sujeitos à liquefação. A liquefação está intrinsecamente relacionada ao comportamento frágil não drenado do solo”, diz o relatório
MPF, 04/10.
POLÍTICA CLIMÁTICA
Nobel da Paz pode ampliar constrangimento internacional de Bolsonaro
O Prêmio Nobel da Paz será anunciado nesta próxima sexta-feira, com o clima, pandemia e a liberdade de expressão entre as principais apostas. Com um forte significado político, a homenagem poderia representar uma saia justa para o governo de Jair Bolsonaro em áreas nas quais ele é visto no exterior como um negacionista ou mesmo uma ameaça. Uma das cotadas é Greta Thunberg, a ativista que assumiu um papel de protagonista na mobilização da juventude para pressionar governos a adotar políticas climáticas ambiciosas. O prêmio serviria para aumentar a pressão sobre governos que, no final do mês, se reúnem em Glasgow para o que está sendo chamado de a "cúpula da última chance". Por Jamil Chade
UOL, 04/10.
RACISMO AMBIENTAL
Governo Bolsonaro rejeita conceito de "racismo ambiental" na ONU
O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) questionou nesta segunda-feira o uso do conceito "racismo ambiental", numa reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU. O posicionamento do país ocorre às vésperas da cúpula do Clima, em Glasgow, e diante de uma pressão cada vez maior para que se reconheça a dimensão racial da crise climática. Num relatório que serviu de base para o encontro, a ONU indicou que a "raça foi utilizada para normalizar a exploração e o descaso, abrindo oportunidades para gerar lucro às custas da vida, dos recursos e das terras das pessoas". "As pessoas com ascendência africana continuam sujeitas ao racismo ambiental e são desproporcionalmente afetadas pela crise climática", declara o informe. De acordo com o documento oficial, o racismo ambiental "refere-se à injustiça ambiental na prática e nas políticas". Por Jamil Chade
UOL, 04/10.
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