As notícias mais relevantes desta quinta-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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30/04/2021 | Ano 21
As notícias mais relevantes desta quinta-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
DIRETO DO ISA
Cortes no orçamento de 2021 dificultam o monitoramento das queimadas no país e do desmatamento na Amazônia
Verba que será destinada para ações de monitoramento do desmatamento na Amazônia e queimadas em todo o país apresentam uma queda de 60,5% em dez anos. Veja essa e outras notícias no Fique Sabendo
Live Xingu+ 60 anos: Diversidade é futuro!
A live Xingu+60 anos: Diversidade é futuro, realizada ontem quinta-feira (29/04), apresentou depoimentos dos xinguanos e dos seus parceiros sobre a luta pela demarcação do território, as conquistas e os desafios enfrentados pelos povos e principalmente como os xinguanos tem construído futuros por meio da diversidade que compõe o Xingu. Para quem não pôde acompanhar ou para quem quiser assistir novamente! A live completa está disponível, acesse aqui.
POVOS INDÍGENAS
‘A culpa é do governo e das empresas’, diz líder Munduruku sobre morte de ambientalista após suspeita de intoxicação por mercúrio
O ambientalista Cassio Beda, que teve diagnóstico de esclerose, denunciava contaminação em terras indígenas e deixou vídeo para pressionar autoridades; Fiocruz confirmou contaminação em aldeias. A liderança indígena Alessandra Munduruku visitou seu amigo, o ativista Cassio Beda, cerca de um ano antes de ele morrer, no último 5 de abril. Um encontro que, segundo ela, teve ares de despedida, já que a saúde de Beda já estava debilitada e o avanço da pandemia a impediria de visitá-lo novamente. “Muitas vezes achei que a culpa era nossa, porque a pessoa quer ajudar a gente de alguma forma e fica doente”, diz Alessandra. “Mas pensando agora vejo que a culpa não é nossa, a culpa é do governo e das empresas que trazem o mercúrio para nossa região”.
Repórter Brasil, 29/04.
Projeto leva energia solar para aldeias indígenas do Amapá
Os mais de 5 mil indígenas das aldeias Kumenê e Kumarumã, no Amapá, sofrem com um fornecimento intermitente de energia. A eletricidade, que fica disponível apenas durante períodos específicos do dia e da noite, vem de geradores alimentados por cerca de 22 mil litros de óleo diesel que a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) envia mensalmente para as duas aldeias. Para amenizar esses problemas, as duas aldeias receberam, em março deste ano, instalações solares fotovoltaicas para fornecer energia elétrica renovável aos seus Polos Base de saúde. Os dias nublados e chuvosos, comuns por ali, não são um empecilho: a energia gerada pelos painéis fotovoltaicos fica armazenada em baterias capazes de dar subsídio por até três dias caso a intensidade solar esteja menor. Por Ana Prado
UOL/Ecoa, 29/04.
TERRAS INDÍGENAS
Registros de imóveis em Terra Indígena Karipuna devem ser cancelados, recomenda MPF
O Ministério Público Federal (MPF), em recomendação à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) de Rondônia, requer que sejam cancelados 87 registros de imóveis sobrepostos à Terra Indígena Karipuna, localizada em Porto Velho e Nova Mamoré, em Rondônia. Antes da realização do cancelamento, o MPF solicita na recomendação que o status dos cadastros ambientais rurais (CARs) seja alterado para “pendente” e que os posseiros sejam notificados por meio de edital em um prazo de 30 dias
MPF, 29/04.
POVOS ISOLADOS
Fórum Permanente de Assuntos Indígenas da ONU recebe evento sobre isolados: “É preciso ação imediata para que continuem vivendo”
O debate fez parte de um evento paralelo à 20ª Sessão do Fórum Permanente de Assuntos Indígenas das Nações Unidas, na última sexta-feira, e teve o objetivo de levar denúncias ao plano de ação internacional. O objetivo foi de estreitar a atuação conjunta internacional em prol da proteção dos povos isolados e da garantia da paz nos territórios onde circulam estas populações. O debate teve um caráter e reflexivo, que parte da urgência causada pelo momento em que vive o Brasil. O governo Bolsonaro, conforme a reflexão dos participantes, representa um momento histórico de ameaça às florestas e ao direito à vida dos povos indígenas, especialmente dos povos isolados ou de pouco contato, pela sua política de atuação frente à pandemia do novo coronavírus e pelo seu incentivo a invasões de territórios por parte de madeireiros, garimpeiros e missionários fundamentalistas
Cimi, 29/04.
EXTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA
Fornecedor de madeireira investigada pela PF conta como se aproximou de Salles para “pedir ajuda”
A Pública conversou com fontes envolvidas na apreensão de madeira ilegal na Amazônia e revela os bastidores do lobby que provocou a notícia-crime do delegado da PF contra o ministro do Meio Ambiente
A Pública, 29/04.
AMAZÔNIA
Fraude em autorização para atividade rural na Amazônia apaga “ficha suja” de embargos e infrações ambientais
Mesmo tendo sido flagrada com seguidas infrações ambientais por desmatamento ilegal nos últimos anos, mesmo estando nas listas de embargo de órgãos ambientais tanto estadual como federal, e mesmo tendo espalhado chamas como foco de uma extensa queimada ilegal que arrasou com mais de 1,2 mil hectares no final de julho de 2020, propriedade de grandes dimensões na Amazônia brasileira mantinha uma “ficha limpa” aparente para continuar produzindo grãos, criando gado e comercializando sua produção. Fazenda Formoso, no Norte do Mato Grosso, recebeu autorização provisória de funcionamento rural (APF) da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) para uso de 4,8 mil de uma área total de quase 7,5 mil hectares. Pedido tinha como base Cadastro Ambiental Rural (CAR) de outra área
Repórter Brasil, 29/04.
Bancos injetam quase US$ 10 milhões nos frigoríficos que mais infringiram compromissos ambientais no Pará
Itaú, BNDES, Banco do Brasil e Safra financiaram pelo menos quatro dos frigoríficos que mais contribuíram para o desmatamento ilegal na Amazônia. Os quatro bancos realizaram operações de financiamento junto aos frigoríficos de 9,6 milhões de dólares, entre 2013 e 2019. Os dados são da plataforma Forest&Finance, mantida por uma coalizão internacional de ONGs da qual a Repórter Brasil faz parte e cuja nova atualização inclui informações de instituições brasileiras. No total, os frigoríficos Ribeiro, Frigol, Fortefrigo e Masterboi compraram cerca de 78 mil cabeças de gado com origem em áreas com evidências de irregularidades, segundo auditorias oficiais do Ministério Público Federal. As operações de compra e venda de gado referem-se ao ano de 2017.
Repórter Brasil, 29/04.
Queimadas na Amazônia elevaram em R$ 1 bilhão os gastos hospitalares no período de 10 anos, diz levantamento da Fiocruz e WWF
Uma nota técnica assinada da Fiocruz e da WWF-Brasil aponta que as queimadas na Amazônia aumentam os problemas respiratórios e elevam os gastos do sistema de saúde. O levantamento aponta que em um período de dez anos, entre 2010 e 2020, os estados com mais focos de incêndio (Pará, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Acre) tiveram internações associadas ao problema que custaram quase 1 bilhão aos cofres públicos. De acordo com o estudo, os valores diários de poluentes são "extremamente elevados" e contribuíram para aumentar em até duas vezes o risco de hospitalização por "doenças respiratórias atribuíveis à concentração de partículas respiráveis e inaláveis finas (fumaça)" nos cinco estados analisados
G1, 29/04, Natureza.
SOJA
Cicatrizes da soja: trabalhadores de porto em Rondônia relatam lesões e abusos em empresa contratada pela Cargill
Pelo menos 6 funcionários da Bertolini Ltda, empresa que transporta os grãos da Cargill pelo rio Madeira (RO), relatam problemas de saúde como dedos amputados e perda de visão por conta de acidentes trabalhistas; empresa nega violar legislação trabalhista. Por Daniel Camargos
Repórter Brasil, 29/04.
GARIMPO
Em live de Bolsonaro, chefe da Funai diz querer legalizar garimpo em área indígena
Durante a live semanal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desta quinta-feira (29), o presidente da Funai, Marcelo Xavier, o mesmo que aglomerou sem máscara em terra indígena na última quarta-feira (28), defendeu legalizar o garimpo em área indígena. Ao responder uma pergunta de um jornalista convidado, ele disse: "É possível essa convergência (entre garimpo e terra indígena), a mineração pode ser a solução das terras indígenas. Porque, hoje em dia, é feito de forma escondida, a riqueza fica nas mãos de poucos", teorizou o chefe da Funai. Na mesma transmissão ao vivo, Bolsonaro levou um suposto representante dos povos originários brasileiros. Ele defendeu a instalação da lavoura mecanizada no interior de territórios indígenas. O suposto indígena levado por Bolsonaro em sua live ficou o tempo todo de pé, sem poder se sentar ao lado do presidente
Brasil de Fato, 29/04.
RESERVAS EXTRATIVISTAS
Justiça Federal passa por cima da consulta prévia e autoriza exploração de madeira na Resex Tapajós Arapiuns
Com mais de 677 mil hectares, a Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns foi criada em 1998 pela luta e organização das comunidades da região, que viram na criação da Resex uma forma de defender o território do interesse das empresas madeireiras que exploravam a região. Agora, as comunidades temem que a exploração de madeira se dê através de “nova roupagem”, como por meio do manejo florestal. “A Resex foi criada para uso de forma sustentável, não predatória. Precisamos avaliar se essa proposta vai beneficiar todas as pessoas, não apenas algumas”, aponta uma liderança do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Santarém (STTR). Sem processo de consulta prévia em um formato e linguagem adequada aos povos indígenas e tradicionais, há dificuldades de mensurar os impactos que a aprovação desses planos de manejo pode trazer a esses grupos na região
Terra de Direitos, 28/04.
FUNAI
Sem máscaras, presidente da Funai e líderes da Aprosoja aglomeram em terra indígena
Fotos divulgadas pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja mostram dirigentes e Marcelo Xavier ao lado de representantes de várias etnias, em evento no Mato Grosso; povo Xavante lidera ranking de mortes por Covid-19 entre indígenas. O alto grau de vulnerabilidade ao coronavírus, no entanto, não impediu que líderes do agronegócio mato-grossense deixassem as máscaras de lado e provocassem aglomerações durante evento realizado na Terra Indígena Sangradouro, em Primavera do Leste (MT)
De Olho nos Ruralistas, 28/04.
POLÍTICA CLIMÁTICA
“Nós somos ação”, diz jovem brasileira que luta contra a crise climática
A brasileira Paloma Costa está liderando o engajamento dos jovens no ativismo pelo clima. Aos 27 anos, ela comandou a participação do Brasil no Encontro de Cúpula da Juventude para o Clima, em 2019, e coordenou o grupo de trabalho sobre o clima na Engajamundo, com articulações como as sextas-feiras pelo futuro e as greves climáticas. A organização nasceu após a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida também como Rio+20. Durante o evento, que aconteceu há quase 10 anos, um grupo de jovens não se sentiu representado entre tantos líderes mundiais e agências da ONU. A crise climática é prioridade no mundo pós-COVID-19, segundo o secretário-geral da ONU. “A revitalização das economias é a nossa oportunidade de redesenhar o nosso futuro”, acredita António Guterres, que criou um Grupo Consultivo para Jovens sobre Mudanças Climáticas, do qual Paloma faz parte.
ONU Brasil, 28/04.
SEMENTES
Bancos de sementes guardam o futuro das histórias e da alimentação de famílias agricultoras no semiárido
Pensando em contribuir com a prática de guardar sementes, já comum entre agricultores e agricultoras, a ASA (Articulação Semiárido Brasileiro) iniciou o projeto Sementes do Semiárido em 2015, um projeto de maior envergadura "dirigido a fortalecer a conservação, a manutenção e armazenamento de recursos genéticos das comunidades. Ao longo do projeto, 970 casas e bancos de sementes foram estruturados em todo o semiárido brasileiro", como conta Luciano Marçal, engenheiro agrônomo e representante da ASA. Além de manter um vínculo familiar com as sementes, agricultores e agricultoras do semiárido precisam delas para enfrentar um problema que se agrava anualmente: a perda de agrobiodiversidade causada por inúmeros fatores como as secas, o uso de agrotóxico ou a transgenia (que faz com que espécies passem por modificações genéticas em laboratório). Por Paula Rodrigues
UOL/Ecoa, 29/04.
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