As notícias mais relevantes desta quinta-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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30/03/2021 | Ano 21
As notícias mais relevantes desta quinta-feira para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
DIRETO DO ISA
Caiçaras buscam na Justiça direito à reconstrução de casa na Jureia (SP)
Moradias foram demolidas em julho de 2019 pela Fundação Florestal de São Paulo, gestora de unidade de conservação criada sobre território tradicional de comunidades caiçaras
COVID -19
Mais de 30% de índios aldeados ainda não foram vacinados contra a Covid-19 no Amazonas
Mais de 30% de indígenas aldeados ainda não foram vacinados contra a Covid-19 no Amazonas. Segundo o membro do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Francisco Loebens, existem diversos fatores para um grande número de indígenas ainda não terem sido imunizados no estado, entre eles: Divulgação de notícias falsas; Resistência por adeptos de religiões fundamentalistas; Descrédito na imunização a partir de falas de autoridades
G1/AM, 29/03.
POVOS INDÍGENAS
Violências, expulsões e subjugação jurídica: no STF o destino dos Kaiowá de Guyraroká
Nesta semana, estará na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) o caso da comunidade indígena Guyraroká, do povo Guarani Kaiowá, localizado no estado de Mato Grosso do Sul. O processo é paradigmático, pois retrata, de forma inusitada, a história de um povo que foi expulso de sua terra ancestral, impactado pelo colonialismo interno e pela frente de expansão agropastoril. Tudo isso aliado à (co)omissão estatal e de seus agentes que, em vez de proteger o interesse indígena, atuaram em estreita articulação com os fazendeiros da região a fim de promover a retirada dos indígenas de suas terras e de garantir o sucesso do empreendimento agrogenocida. Por Luiz Henrique Eloy. Terena da aldeia Ipegue (MS), advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).
Mídia Ninja, 29/03.
Indígenas Guarani e Kaiowá foram espancados com socos, chutes e coronhadas
A Aty Guasu, Assembleia Geral dos Guarani e Kaiowá, atribui as agressões a funcionários da Fazenda Querência, localizada nos arredores do tekoha – “lugar onde se é”, em Guarani –, cuja área começou a ser ocupada pelos indígenas em 2011 e hoje abrange três propriedades rurais – a Querência não está entre elas, mas é contígua. Eles reivindicam a região como parte de seu território tradicional, de onde foram retirados na década de 1910 e transferidos para a Terra Indígena Amambai, criada pelo extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) na cidade de mesmo nome. Em 2008, a Funai iniciou o processo de demarcação da terra indígena, mas sua tramitação está parada no órgão desde 2012, de acordo com um antropólogo que trabalhou na identificação do território. Área do ataque no Mato Grosso do Sul é a mesma onde cacique Nísio Gomes foi assassinado em 2011.
A Pública, 29/03.
"Humanidade vive divórcio da vida na Terra", diz Ailton Krenak
Autor de "Ideias para adiar o fim do mundo", filósofo indígena define a pandemia como uma reação à exploração do planeta e considera uma "distopia total" a ideia de renunciar à vida na Terra e colonizar Marte. Na entrevista a seguir, Krenak versa sobre o que vê como um agravamento do que ele chama de divórcio em relação à vida na Terra, simbolizado pelos planos de colonização de Marte, e analisa a situação dos povos indígenas na pandemia. Ao reivindicar o fim da tutela dos povos indígenas pela Funai, tida como um resquício da guerra colonial, o filósofo sugere uma alternativa à vinculação pela nacionalidade. "Nossos povos têm que produzir uma capacidade de intervenção na vida geral para além dessa ideia de tutelados e reivindicar um tipo de cidadania global. Nós somos os povos da floresta, exercemos uma florestania. Onde tiver floresta no planeta, somos nós. A gente expande o nosso mundo", defende
Deutsche Welle, 29/03.
AMAZÔNIA
A favor da Amazônia, bancos e entidades católicas pressionam Bolsonaro
Carta assinada por 93 instituições, também financeiras, ameaça retirada de investimentos no Brasil, pede plano concreto contra desmatamento e proteção de povos indígenas. Diante do avanço da destruição da Floresta Amazônica, mais de 90 instituições internacionais católicas, entre as quais quatro bancos alemães, se uniram para manifestar publicamente oposição às políticas ambientais de Jair Bolsonaro. Nesta segunda-feira (29/03), o grupo entrega uma carta ao presidente brasileiro e a seu vice, Hamilton Mourão, pedindo ações concretas para proteger a maior floresta tropical do mundo e os povos indígenas. "Como investidores, nós estamos usando os meios possíveis para exercer pressão contra a destruição da Amazônia e de seus povos tradicionais", justifica Tommy Piemonte, da instituição financeira católica alemã Bank für Kirche und Caritas (BKC), em entrevista à DW
Deutsche Welle, 29/03.
GARIMPO
Rios, terras e alimentos contaminados: como vivem os afetados pelo garimpo ilegal
Pense na água que você bebe e que usa para tomar banho. Pense também na sua comida, suas frutas, legumes e verduras. Preste atenção ao solo onde você pisa e ao ar que você respira. Agora, imagine tudo isso contaminado por mercúrio, substância tóxica para humanos. Essa é a realidade de todos os indígenas da etnia Munduruku na região do médio Tapajós, no Pará. A contaminação por mercúrio não é exclusividade dos Munduruku. Em 2016, a Fiocruz publicou o estudo "Avaliação da Exposição Ambiental ao Mercúrio proveniente da Atividade Garimpeira de Ouro na Terra Indígena Yanomami, RR, Amazônia, Brasil”, que mostrou que povos das etnias Yanomami e Ye'keuna também são atingidos diretamente pelo mercúrio utilizado no garimpo
Brasil de Fato, 30/03.
Rejeitos de garimpo no Rio Tapajós equivalem a meio Brumadinho por ano
A extensão da destruição em terra indígena Munduruku só aumenta, e "logo será um Brumadinho por ano", alerta o jornalista Leão Serva. Ele recorre ao rompimento da barragem de rejeitos de uma das minas de ferro da Vale do Rio Doce no município mineiro, em 2019, para dimensionar o estrago do garimpo ilegal no Rio Tapajós. Toda a lama tóxica que está sendo jogada na região vai parar na Amazônia, destruindo a floresta e paraísos como Alter do Chão, no Pará. Segundo Leão Serva, o Brasil poderia ser um dos países mais ricos do mundo em turismo, "mas em vez disso joga esgoto em seus paraísos"
Cultura FM/UOL, 29/03.
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
Sem gestor, mais de um quarto das unidades de conservação baianas estão à deriva
Ao mesmo tempo em que o governo baiano articula um programa de concessão para unidades de conservação estaduais, servidores denunciam a situação de abandono das áreas protegidas no estado. Das 45 unidades de conservação geridas pelo estado, doze estão à deriva, sem um gestor responsável para realizar as atividades básicas. Outras 29, quase dois terços, não possuem um plano de manejo – o documento pilar de toda unidade de conservação – e mais da metade não possuem um conselho gestor indicado, instrumento que garante a participação social na gestão. Os números foram divulgados em carta da Associação Pré-Sindical dos Servidores do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ascra) publicada no último mês, na qual apontam o descaso com as áreas protegidas e os retrocessos na política ambiental do estado. Por Duda Menegassi
O Eco, 29/03.
POLÍTICA
Após Ernesto, Salles deve ser o próximo a sair, diz vice-líder do Cidadania
Após Ernesto Araújo pedir demissão do posto de ministro das Relações Exteriores, o vice-líder do Cidadania na Câmara, Daniel Coelho (PE), disse esperar que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tenha o mesmo destino do chanceler. "Agora, o próximo é Salles, que precisa sair para que o Brasil volte a dialogar com o mundo democrático", afirmou, que também disse esperar que Bolsonaro coloque "alguém com capacidade" no comando do Itamaraty
UOL, 29/03.
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