As notícias mais relevantes desta sábado para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
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16/10/2020 | Ano 20
As notícias mais relevantes desta sábado para você formar sua opinião sobre a pauta socioambiental
DIRETO DO ISA
Assista à live #CasaFloresta - Povos Indígenas no Brasil: como despertar o interesse e respeito das crianças?
#CasaFloresta é a roda de conversa do ISA para conectar raízes e antenas. Assista ao 15º episódio, sobre o lançamento do novo site Povos Indígenas no Brasil Mirim, realizado nesta quinta-feira (15/10). No Youtube
Instituto que reconhece quilombos de SP sobrevive ao PL 529, mas há risco de sucateamento
Apesar de o Itesp ter ficado de fora da lista de órgãos extintos pelo projeto do governo Doria, falta de recursos pode prejudicar titulação de territórios quilombolas
Observatório do Clima protesta contra tentativa de intimidação de ambientalista por ministro
Sociedade civil e movimentos sociais mobilizam-se contra a intimação de ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a Márcio Astrini, secretário-executivo do OC
Destruição avança no território Munduruku
Degradação decorrente do garimpo disparou, segundo monitoramento aéreo; veja essa e outras notícias no Fique Sabendo
QUILOMBOLAS
Bolsonaro ameaça quilombolas ao cortar verba para demarcação de terras
De acordo com as organizações, em meio à pandemia do novo coronavírus o governo de Jair Bolsonaro vem precarizando ainda mais as condições de vida dos povos tradicionais. E a previsão para o ano que vem é que a situação se agrave. A proposta de orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2021, enviada pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, retira, por exemplo, 90% das verbas para o reconhecimento e indenização dos territórios quilombolas. Com isso, a dotação orçamentária cai R$ 3,2 milhões, em 2020, para R$ 329,8 mil
Rede Brasil Atual, 14/10.
POVOS INDÍGENAS
O futuro das terras indígenas nas mãos do STF
"O futuro das terras indígenas está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro presidente Luiz Fux incluiu na pauta de julgamento do dia 28 de outubro, o Recurso Extraordinário n.º 1.017.365, com repercussão geral reconhecida. Também conhecido como 'caso Xokleng', a decisão servirá de parâmetro para a demarcação de todas as terras indígenas do Brasil. Os povos indígenas vivenciam um contexto político muito adverso na gestão do governo Bolsonaro, primeiro presidente eleito declaradamente contrário aos povos indígenas. Desde que tomou posse, assinou diversos atos que contrariam a Constituição e Tratados Internacionais que protegem as comunidades indígenas e seus territórios". Artigo de Luiz Henrique Eloy Amado, Terena da aldeia Ipegue (MS), advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)
Mídia Ninja, 15/10.
Sem água potável e com interrupção na entrega das cestas básicas, os Avá Guarani no oeste do Paraná lutam para sobreviver em meio à pandemia e disputas pelo território
Lideranças da Aldeia Vy’a Renda, no município de Santa Helena, no oeste do Paraná, denunciaram ao Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República em Francisco Beltrão (PR), a falta de água potável, agravada durante as estações mais quentes e com a estiagem que assola a região. Composta por 35 famílias, a aldeia conta com apenas uma caixa de água de 10 mil litros para o consumo de aproximadamente 116 pessoas, em sua grande maioria crianças e idosos. Essencial à vida, a preocupação é ainda maior diante da pandemia do novo coronavírus e da situação de vulnerabilidade, em especial das crianças e idosos
Cimi, 16/10.
Em defesa dos direitos indígenas e contra a antipolítica que vislumbra o genocídio dos povos
"As violências contra os povos indígenas, registradas em relatório pelo Conselho Indigenista Missionário, demonstram haver no Brasil – a partir dos discursos do presidente da República contra as demarcações de terras – a consolidação de uma espécie de organização criminosa que fomenta, articula e promove as invasões, incêndios, desmatamentos, grilagem e garimpagem dentro das áreas indígenas. Estas práticas hediondas colocam em risco permanente a natureza, o habitat e a vida dos 305 povos originários e todas as comunidades tradicionais existentes no Brasil. Por isso, seguimos todos, em defesa da Constituição Federal e contra o marco temporal." Artigo de Roberto Liebgott, coordenador do Cimi Regional Sul
Cimi, 16/10.
Índios xavantes vivem epidemia de diabetes, aponta estudo
Uma das populações indígenas mais vulneráveis ao SARS-CoV-2 no Brasil, os xavantes vivem uma epidemia de outra doença silenciosa, considerada fator de risco para o agravamento da COVID-19: o diabetes. Um grupo de pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) constatou, por meio de exames da retina de 157 índios da etnia, realizados antes da pandemia do novo coronavírus, uma alta prevalência de diabetes tipo 2 e de uma disfunção oftalmológica causada pela doença. Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Diabetes Research and Clinical Practice, da International Diabetes Federation
Agência Fapesp, 16/10.
PGR requer ao STF suspensão de liminar de reintegração de posse em área de possível tradicionalidade indígena
O procurador-geral da República, Augusto Aras, requereu ao Supremo Tribunal Federal suspensão de decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, que manteve liminar de reintegração de posse de imóvel em área de pretensão de comunidade indígena da etnia Tremembé, não encaminhando os autos à Justiça Federal, mesmo após pedido da Funai de integrar a lide. No pedido feito ao STF, Aras requer designação de audiência pública, com participação da União, da Funai, das partes interessadas, da comunidade indígena da etnia Tremembé, da gleba Engenho, e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para dirimir o grave e complexo conflito social e jurídico
MPF, 14/10.
DESMATAMENTO
Desmatamento impactará investimentos de R$ 60 bi, alerta rede internacional
A incapacidade de lidar com o desmatamento na Amazônia ou no Cerrado poderá custar caro à economia brasileira. Um levantamento inédito realizado por uma rede internacional de entidades constata que o setor financeiro europeu tem uma exposição de mais de R$ 60 bilhões em empresas do agropecuário brasileiro. Mas uma pressão cada vez maior por uma mudança de comportamento poderia levar bancos e seguradoras a rever uma parcela de seus investimentos no Brasil. A conclusão é da rede Fair Finance International, que realizou três grandes estudos analisando quanto dinheiro é investido em empresas com alto risco de envolvimento no desmatamento da Amazônia e do Cerrado brasileiros. Coluna de Jamil Chade
UOL, 15/10.
Próxima pandemia? Desmatamento da Amazônia pode desencadear novas doenças
Enquanto fazendas avançam pela floresta amazônica, as árvores caídas e os pastos em expansão podem abrir caminho para novas exportações brasileiras além da carne bovina e da soja: doenças pandêmicas, de acordo com pesquisadores. As mudanças na Amazônia estão deslocando espécies animais, que vão de morcegos a macacos e mosquitos, para novas áreas, e ao mesmo tempo abrem a região para a chegada de espécies mais adaptadas ao cerrado, incluindo roedores. Estas alterações, somadas à maior interação humana com animais à medida que as pessoas se instalam nas profundezas da floresta, estão aumentando as chances de um vírus virulento, uma bactéria ou um fungo saltar de uma espécie a outra, disse Adalberto Luís Val, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus
Reuters, 15/10.
PANTANAL
Governo de Goiás notifica ICMBio por uso de retardante de fogo
Na quarta-feira (14), a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) do estado de Goiás notificou o ICMBio pelo uso de retardante de fogo na Chapada dos Veadeiros, ação realizada no último final de semana. No ofício enviado ao órgão que gerencia as unidades de conservação federais, a Secretaria questiona se o produto — cujo uso não é consenso entre especialistas — foi lançado apenas dentro dos limites do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros ou também dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pouso Alto, que circunda o parque e é de gestão estadual. O texto enviado pelo governo de Goiás questiona ainda qual a composição do produto e os possíveis impactos sobre água, solo, fauna e flora da região
O Eco, 15/10.
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Amazônia e os green bonds da fotossíntese
“A imunidade de rebanho é uma perigosa falácia sem respaldo científico”
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