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Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Amazônia, Áreas Protegidas, Biodiversidade, Energia, Ferrovias, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas, Transposição do São Francisco, Política Socioambiental
Ano 17
14/06/2017

 

 

Política Socioambiental

 
  Temer tem até o dia 22 para sancionar mudança que beneficia madeireiras e garimpos ilegais que, além de destruir a floresta, usam trabalho escravo. Por Mauricio Torres e Sue Branford - The Intercept Brasil, 13/6.
  Defensor da redução do nível de proteção de 597 mil hectares de áreas na Amazônia -o equivalente a quatro municípios de São Paulo-, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirma em entrevista que o objetivo principal das mudanças é regularizar áreas já ocupadas por pequenos produtores, mas admite que também há interesses minerários no local. O parlamentar foi autor de duas emendas parlamentares aprovadas no Congresso. Uma delas anulou o aumento de 51 mil hectares do Parque Nacional do Jamanxim, previsto no texto assinado pelo presidente Michel Temer. A justificativa, baseada em parecer do Ministério de Minas e Energia, é de que a ampliação afetaria 156 processos de direitos minerários em andamento. Depois de passarem pela Câmara e pelo Senado, as medidas provisórias dependem agora da sanção de Temer - FSP, 14/6, Ciência, p.B6.
  "Nós também estamos preocupados", disse o norueguês Erik Solheim, diretor executivo do UN environment (o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), sobre a tendência de aumento do desmatamento, a flexibilização da proteção às florestas e a votação das duas medidas provisórias no Congresso que colocam em risco 600 mil hectares de floresta amazônica e de Mata Atlântica e que aguardam veto ou sanção do presidente Michel Temer. Solheim esteve na segunda-feira em Brasília, em evento no Palácio do Planalto organizado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Temer não prometeu vetar as resoluções, mas ouviu o argumento de que a decisão do Congresso inviabiliza a meta climática assumida pelo Brasil no Acordo de Paris - Valor Econômico, 14/6, Brasil, p.A4.
  No Brasil desde terça (13), a modelo Gisele Bündchen usou o Twitter para cobrar o governo sobre o meio ambiente. "Michel Temer, diga não para reduzir a proteção na Amazônia", disse, marcando o perfil do presidente - FSP, 14/6, Folha Corrida, p.B10.
  Trinta grupos de trabalho, conselhos, comissões e comitês foram criados pelo governo federal nos últimos 25 anos para discutir compromissos ambientais da Rio 92. Nenhum deles foi consultado durante a Conferência do Clima de Paris, em 2015, quando o país anunciou quais estratégias seriam tomadas para cortar a emissão de poluentes - o que demonstra a falta de articulação sobre o tema no país, segundo especialistas. De acordo com o levantamento do Fórum Brasileiro das Mudanças Climáticas (FBMC) - que organiza, entre ontem e hoje, o encontro Rio Clima -, cinco dos órgãos colegiados instituídos não organizaram reuniões nos últimos três anos. Oito falharam no quesito transparência, porque não disponibilizam atas ou canais de comunicação - O Globo, 14/6, Sociedade, p.24.
  O maior desafio da transição da economia ao baixo carbono é direcionar os investimentos em infraestrutura limpa e criar mecanismos que incentivem a redução nas emissões de gases-estufa. O debate sobre dar preço ao carbono ganha fôlego no Brasil e no mundo. Este foi o tema-chave do seminário "25 anos da Convenção do Clima e da Rio-92 - Rio Clima 2017", que começou ontem, no Rio. "Precisamos discutir os mecanismos econômicos para a descarbonização", disse Alfredo Sirkis. "Dar preço ao carbono será um grande vetor da transição. Precisamos de preços para mercados de carbono, para taxas ao carbono ou para os países que escolherem um mix entre ambos", disse Vikram Widge, chefe de finanças climáticas do International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial - Valor Econômico, 14/6, Brasil, p.A4.
   
 

Ferrovias

 
  O governo anunciou ontem a retomada das concessões de ferrovias e decidiu colocar em leilão a Ferrovia Norte-Sul em fevereiro de 2018, com expectativa de arrecadação de cerca de R$ 1,5 bilhão. A Norte-Sul é um projeto que completou três décadas e se propõe a ser a espinha-dorsal do país com conexões de outras ferrovias. A ferrovia consumiu R$ 28 bilhões nesse período, em valores corrigidos pela inflação, e órgãos de controle estimam que pelo menos um terço tenha sido superfaturado - FSP, 14/6, Mercado, p.A22; O Globo, 14/6, Economia, p.20; OESP, 14/6, Economia, p.B9.
   
 
Imagens Socioambientais
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